Estou só....Muito só!
Vejo diante dos meus olhos o tempo passar.
Diante do sol ardente, escaldando lentamente minha alma já sedenta.
Prudentemente, escalo os montes, vejo e revejo os perigos que se
escondem atrás dos morros.
Há pedras soltas, encobertas por incertezas que podem fácilmente
desencadear tantos perigos.
Nessa escalada tão sofrida tendo os pés sangrando
encaixados entre um buraco e outro.
Cada passo é uma conquista, cada pedaço uma redenção.
Tendo as mãos calejadas por segurar a corda dessa vida sem noção
Como cabritos monteses entre as rochas e suas presas,
sem saber como escapar.
Trazendo nas entranhas resquícios da coragem que não tem,
mas sabendo de antemão, que precisa continuar.
Tão sofrida é a subida, tão difícil a escalada,
mesmo correndo o risco de dar de cara com o nada.
Segue em frente, segue sempre, confiante,
alguma força superior o impulsiona,
em breve alcançará o pico.
Não olha para trás, para não ver o precipício,
Olha sempre para cima, o sofrimento é uma ilusão.
Quando chegar no seu destino, sorrirá satisfeito
por ter completado a jornada.
Do outro lado te espera,
toda essa imensidão.
Então, sentirá tanto prazer, que esquecerá,
a dificuldade da escalada.
Continuará explorando outros lugares,
sem sentir medo de nada.
Autora: Herta Fischer Direitos reservados
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Eco do fim
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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
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