sábado, 9 de maio de 2015

Construção do eu

Lá estava eu com um copo de água na mão,
um
pequeno balde em minha frente, satisfeita
pelo meu ato.
De repente, uma dor na perna: Quem me feria?
Meu pai de posse de uma corda, estava espumando
de raiva, e sem medir esforços me batia com ela.
Com os olhos marejados de lágrimas, virei-me, até fiz
xixi nas calças, e ele sem muitas explicações
me dizia aos gritos:
-Nunca mais faça isso! - Se eu  á ver novamente, entrando
na roça do japonês para apanhar o que quer que seja, você apanha!

Ai, sim, caiu a ficha!

Me lembrei, que, quando eu e o meu coleguinha voltava da escola, quis
dar-lhe um presente, e como não tinha nada de meu, entrei na plantação
de cenouras e colhi umas meia duzias de tubérculos e dei para ele,
dizendo:

 -Leva isto para sua mãe!

Nunca passou pela minha cabeça,  aquilo ser errado, nunca me disseram
que eu não podia entrar lá, Havia tanta cenoura, uma plantação enorme,
de perder de vista, algumas cenouras não iria fazer falta, nem iriam notar,
não entendia o por quê da surra.

Mas, apanhei! E doeu muito, até a alma sentiu, e não podia nem me dar ao luxo
de me defender.

Conforme o tempo foi passando, eu ia crescendo, logo completaria meus sete anos
de idade, agora já tinha consciência da data, e continuava a fugir de encrencas, pois me
considerava uma adulta.
Terminei o primeiro ano de estudo, ganhei da professora meu primeiro livro, "Gata borralheira"!
Acabara de completar sete anos, e já alfabetizada, me deliciei com a história do príncipe e da
princesa, também comecei a ter contato com o mundo através das letras, não havia nenhuma revista
que não passasse pelas minhas mãos, e me levasse para um mundo dos sentimentos mais diversos.
 Senti raiva da madrasta da princesa, senti amor pelo príncipe e inveja da princesa. Nossa!
como a leitura desperta na gente uma infinidade de sensações, e assim, fui me descobrindo.

Aprendi a fazer as coisas as escondidas, e até cometi algum ato delinquente em conjunto com
alguns rapazes mais velhos, como por exemplo, jogar pedras no telhado da escola, enquanto ficávamos escondidos atrás de uma moita.
Naquela época, a professora morava no prédio da escola. dava aulas num cômodo, e morava
com a filha num outro, só ia para a cidade na sexta feira, quando retornava na segunda,  isto ela fazia por todo o ano letivo.

Bem! Tão logo começou o segundo ano letivo, na época, chamada de segunda série, eu estava sentada
na primeira fileira, ia de vento em popa, tirando notas boas, só fiquei um pouco relapsa na quarta
série, quando tive uma professora linha dura, e por medo de errar e ser punida, acabei errando muito,
mas não a ponto de repetir de ano.
Enfim, terminei os estudos, meu pai só nos deixou ir até ai, para depois começar a trabalhar
na roça para ajudá-lo.

Como quarta filha, sendo o terceiro um homem, eu ficava na berlinda, quase sempre, junto com minha irmã caçula, mas, tão logo
completei dez anos, minha irmã mais velha, me colocou na fila.
Começou a me escalar para levantar cedo, acender o fogo, preparar o café. Um dia era ela, no outro minha irmã do meio, e no outro era minha vez, só o meu irmão ficava de fora, embora fosse dois anos
mais velho do que eu, pois aquilo não
era serviço para homem.

Comecei a ir para a roça, onde já me clocavam em pé de igualdade, somente quando tinha que
carregar peso, me davam a metade do peso que levavam, embora isto fosse bastante para mim, naquela idade, mas não queriam nem saber, e ai de mim, senão o fizesse.

Nas manhãs de domingo, eu ia para meu lugar favorito, subia na árvore, e ali ficava por longas horas.
Sentia-me protegida entre seus galhos, Embora sentisse um pouco de medo da altura, eu me sentia
em paz e segura,
Assim como me sentia em relação ao meu pai, segurança e medo.
 Deste meu medo, veio a insegurança, e me deu um aprendizado, que mais tarde ira afetar-me muito,
Eu nunca dizia não! Para os outros, eu era a perfeição em pessoa, porém, quando estava comigo
mesma, a sós, eu me transformava.

Ao fazer alguma coisa errada, eu sempre fingia que não era eu, se pudesse jogar a culpa no outro, eu
jogava, nunca assumia minha culpa, pensando nas consequência que isto resultaria.
Tinha uma enorme dificuldade em aceitar criticas, ficava horrorizada só com a possibilidade de
ser apanhada em alguma falta.

Completei meu estudo aos dez anos de idade, terminei a quarta série primária, naquela época,
considerada essencial pelo meu pai. Então, já me colocaram no rol dos adultos, completamente apta
para a execução de qualquer serviço.
Muitas vezes eu inventava uma dor de cabeça, chegava  até a chorar, só para meu pai me dispensar
do trabalho, para que eu pudesse ir para casa e brincar. Não tinha nenhum brinquedo de verdade,
apenas algumas latas velhas de massa de tomate, e alguns tijolos, fazia minha casinha de brinquedo, tão pobrezinha,
quanto a que nos acolhia.

Meus pais se davam muito bem, pelo menos não brigavam com muita frequência, meu pai era quem
ditava as regras, e minha mãe sempre muito obediente, acatava todas as suas ordens.
Era incrível! Ela sequer tinha a liberdade de raspar as pernas, cortar os cabelos, acertar as sobrancelhas,
ou de fumar seu cigarrinho, embora meu pai também fumasse.
Ela fazia tudo escondido, escondia até de nós! Só fiquei sabendo porque era muito esperta.

Certa manhã de sexta feira,  dia marcado para matar um porco, meu pai criava alguns animais
para fim de abate, como galinhas e porcos, era a única fonte de proteína em minha casa, raramente tínhamos acesso á outro tipo de carne, á não ser frango e carne suína.
Mas, no dia anterior ao abate tínhamos que lenhar, precisávamos de muita lenha para fritar as carnes, que ficariam armazenadas em potes de barro, entre a gordura, para que não estragassem.
 Minha irmã mais velha, como sempre, era a líder. Era ela que escolhia as árvores, que as cortava, e que distribuía para cada um de nós carregar nas costas, muitas vezes, em longa distância, e deixávamos amontoadas perto do fogão já construído para essa finalidade.
Então, ela me dava um enorme galho, e eu, pequena demais para carregar, ficava para trás, arrastando
com minhas poucas forças aquele enorme pau, chorando, e resmungando.
Mas. eu precisava chegar, essa era a meta! Se eu não conseguisse, ficaria muito feio para o meu lado.
É claro que ninguém iria me bater, mas por uma questão de honra, eu aprendi a superar as dificuldades, somente para ser aceita, eu tinha necessidade de mostrar para eles, a minha lealdade e capacidade.

Eu não sofria por trabalhar na lavoura, era até bem divertido estar entre os adultos, arrastando a enxada em meio ao milharal, ou arrancando cebolas, disputando um com o outro, quem fazia mais montes.
A tardinha, lá pelas quatro horas, meu pai nos dispensava, para regar os canteiros, cada um segurava o seu regador. eram vinte canteiros, cabia cinco para cada um. E, eu, meio sem jeito, colocava o regador no córrego, e enchendo-o caminhava lentamente sobre os canteiros, com movimento de vai e vem, quando não tinha muita força nas mãos era auxiliada pelas pernas.
Balançava o corpo ao som de uma música imaginária como Israelenses a orar, e assim, ao termino
do dia, todos voltávamos para casa, onde o jantar fumegante á mesa já nos esperava,

Depois do jantar, meu pai ligava o radio de pilha, já que não tínhamos luz elétrica, e deitávamos
no chão lá fora, para as estrelas contemplar. Contava-nos histórias incríveis nos fazendo sonhar
com outros mundos, já que o nosso mundo cabia dentro da circunferência do olhar.

Eu fiquei muito feliz, quando, enfim, completei doze anos, já ficara mocinha, e exultei ao sangrar,
cantava e dançava, como e isto fosse trazer-me mais felicidade. Ninguém tinha me falado nada sobre
menstruação, este era um dos assuntos proibidos, como qualquer assunto que se tratava de namoro,
ou sexualidade.
Devido a minha esperteza, eu aprendi observando, como tinha duas irmãs mais velha, não foi muito difícil entrar sorrateiramente em suas intimidades.
Naquele tempo, não existia absorvente íntimo, e fazia-se um pequeno travesseiro de pano velho,
que, depois de usado, havia a necessidade de o lavar. foi através dessa observação que eu
pude me inteirar do que acontecia com elas, e tendo uma ideia que, em algum dia, também aconteceria comigo.
E aconteceu mais cedo do que o esperado, me deixando eufórica, pois diziam que, uma vez mocinha, uma vez adulta.
Eu só podia comemorar, agora meus pais me dariam muito mais crédito, e consequentemente, um pouco
mais de liberdade.


No domingo seguinte minhas irmãs marcaram de ir ao cinema, e eu, mais do que rapidamente, pedi aos meus pais para acompanhá-las, e eles disseram, sim!
Nossa! que felicidade!
Pela primeira vez em doze anos, eu ia fazer coisa de adulto.

 Ir ao cinema!
 Era a gloria!

Andamos por cinco quilômetros até chegarmos ao ponto de ônibus,  caminhamos todos muito felizes.
Minhas irmãs tinham vários amigos, que seguiram junto com a gente, era uma farra, cada um contava as suas experiências, e acompanhava muitos risos. Eu fiquei encantada com aquele mundo.
 Ao chegarmos à cidade, ao descer do ônibus, eu fui caminhando entre eles, como uma senhora
bem comportada, olhando para todos os lados, entre um e outro que passava, atenta para não
perder minha irmãs de vista.

Chegamos ao cinema, o filme era para maiores de dezoito anos, e eu tentei entrar, e consegui, Meu Deus! Que lugar era aquele? Um salão enorme, muitas cadeiras, uma grande tela, e musica tocando.
Sentei-me na frente da tela, ao lado das minhas irmãs e fiquei a pensar no que viria, comecei a ficar um tanto nervosa. E se o filme mostrasse coisas proibidas, como eu poderia olhar para as minhas irmãs depois daquilo?

De repente a música parou, as luzes se apagaram, pensei que o filme já havia começado, mas, não, fazia-se propaganda antes, mas eu nem me importei, aquilo para mim, era o inimaginável, nunca tinha visto nada igual.
Então, o filme começou "O homem de Itu!" Este era o título do filme!
Não foi da forma que esperava, não continha cenas fortes, apenas engraçadas, e eu quase perdia o fôlego de tanto rir, Passou-se algum tempo, então, vi minha irmã se levantando e com as mãos fazia
gestos para que eu me levantasse. Então pensei: O filme ainda não acabou?
Porém, me levantei, e caminhamos para a saída, foi então, que uma delas comentou que o ônibus sairia do ponto, as dez horas , e era o último, se não pegássemos aquele, por certo, teríamos que dormir na rua.
Muito frustrada eu as acompanhei, mas, ainda o pior me aguardava.

Quinze quilômetros depois, hora de descer do veículo, só escuridão à nossa frente, eu fiquei assustada, afinal, seria cinco quilômetros a pé, quando não enchergávamos nem a ponta dos nossos pés.
Ainda bem que não estávamos sós. muitos rapazes e moças desceram no mesmo lugar, inclusive alguns conhecidos. Fomos caminhando pelo escuro, nos guiando pela voz, e de repente, a escuridão
foi esquecida, e entre causos e causos contados, fomos seguindo, alguém em algum momento se despedia, tomava outro rumo, e nós seguíamos em frente. Quando finalmente o último se despediu, faltava apenas alguns metros para chegarmos em nossa casa.
Que alivio, quando coloquei os meus pés dentro da sala, estava escura, meus pais já estavam dormindo, minha irmã acendeu a lamparina, e rumamos para o nosso quarto.
Entre as cobertas, eu sonhava com beijos, igualzinho o que tinha visto no filme. e pensava:
Ai! Se meu pai sondasse minha imaginação, por certo, eu apanharia, e desta vez, eu compreenderia o por quê!

Não via a hora que chegasse o próximo final de semana, ficamos sabendo que teria uma festa
na vendinha, e eu não queria perder de jeito nenhum, quem sabe, encontraria um belo rapaz, que olhasse para mim.
Fechei os olhos e... um grito na sala:- levantem! Hora de ir para o trabalho!
 Tiveram tanta disposição para sair ontem, espero que tenham a mesma disposição para
trabalhar.
Era assim que ele agia conosco, dava para depois cobrar!
Levantávamos né? Sem abrir a boca! fazer o quê? ele que mandava.
Aquela semana passou lentamente, os dias eram longos, o trabalho debaixo de sol fustigante, mas a alegria do final de semana, enfim chegou.

No domingo eu acordei com cheiro de frango frito, minha mãe levantava bem cedo para preparar
a refeição, logo após o almoço, meu pai sairia para assistir uma pelada no campo dos carecas. O bairro dos carecas era famoso, embora este não fosse seu nome oficial, seu verdadeiro nome era
bairro da Roseira, só  levava o nome de Careca por causa dos proprietários da venda que não tinham cabelos.
Essa venda ficava a cinco quilômetros de distância da nossa casa, meu pai ia a pé, pois não tínhamos condução.
Durante a semana passada houve um burburinho de que fariam uma festa junina numa venda mais próxima, apenas a alguns quarteirões de casa, meu pai não estaria lá. pois ele não gostava desses eventos, preferia sentar-se à beira do campo, e ficar conversando com os amigos que também frequentavam o mesmo  lugar.

Almoçamos! esperamos meu pai sair. E lá fomos nós, eu, meu irmão e minhas irmãs, sabíamos que
neste evento haveria muita gente de bairros vizinhos
Ficávamos andando entre as barracas feitas de bambu, de um lado para o outro, nos juntando
a gente conhecida, conversando e comendo, ao som de moda sertaneja.
De repente, notei um moço, que não tirava os olhos de mim, ficava me encarando, e pra todo lugar que ia, lá estava ele, como se eu fosse um imã.
Era muito bonito, usava camisa branca e calça jeans. exatamente como eu gostava, tinha os cabelos encaracolados, olhos castanhos delicado, e um belo sorriso enfeitando ainda mais aquela imagem
que me perseguia.
Me sentia muito desengonçada, adjetivo próprio para a minha idade, e ele parecia um homem
feito, equilibrado e dono de si.
Estremeci, quando num descuidar de meu olhar, ele se aproximou, e perguntou meu nome, eu
gelei! Será que meus irmãos não ficariam bravos se me visse conversando com alguém do sexo oposto?
Meio intimidada por este pensamento, me vi respondendo quase que indelevelmente:- Meu nome
é Ana! E o seu?
- Com um sorriso lindo nos lábios, ele me respondeu: - Nelson!
Fiquei de queixo caído, quando vi meu irmão se aproximar e cumprimenta-lo. -Vocês se conhecem? Perguntei:
Meu irmão falou primeiro: -Claro! O Nelson é um irmãozão!
Ficamos conversando um bom tempo, até que minhas irmãs também se reuniram a nós, então, toda a minha apreensão foi embora.
Estava quase escurecendo, o Nelson se ofereceu para nos dar uma carona até em casa, e minhas irmãs, tão solidarias a mim e a ele, aceitaram, pois perceberam o interesse dele por mim.
O jeep dele ficou lotado, alguns amigos dele também nos acompanhou.
Ao chegarmos em frente a nossa casa, eu me despedi dele, e ele me perguntou se poderia me encontrar no domingo seguinte, antes mesmo de responder, minha irmã mais velha respondeu por mim: Claro, no domingo, no mesmo lugar.
Ele sorriu! não sei se pelo fato de querer me ver novamente, ou pelo fato de minha irmã falar por mim.
Desci a ladeira correndo, com o coração leve. Afinal, era a primeira vez que alguém se interessava por mim. Entrei em casa, tão logo, entraram meus irmãos, porém, nada falaram a respeito.
Minha casa ficava abaixo da estrada, havia apenas um trilho que os separava, quem passava pela estrada conseguia ver o quintal de minha casa.
E o Nelson ficou parado na estrada até que eu sumisse pela porta adentro, depois ouvi o motor do carro acionando e ele foi embora, só então, eu sai para fora.
Ele fez o contorno um pouco adiante, e passou devagarinho pela estrada, eu lhe acenei com as mãos, ele buzinou e foi embora.
Outra semana difícil: Levantar cedo, ir para a lavoura, voltar para casa no final da tarde, dormir cedo,
a mesma rotina interminável.

No domingo era tão gostoso, a alegria já começava no sábado, novamente cheirinho de frango frito,
isto já se tornara marca registrada de dia de domingo. Minha mãe era a primeira a levantar-se, acendia o fogão a lenha, e como matava o frango, preparava e temperava no dia anterior, logo
pela manhã, depois de preparar o café, já começava a fazer o almoço.
Era o único dia em que podíamos acordar mais tarde, também o único dia mais feliz.
Na beira da estradinha de terra, ao lado de um pé de eucalipto, plantado numa encruzilhada, meu
amor me esperava.
Seu  Jeep era como coração de mãe, na frente, eu e ele, e atrás, meus irmãos e colegas. nunca estávamos a sós.
Nem um toque! apenas com os olhos nos amávamos, a única vez em que colocou o braço
sobre meus ombros, eu corei e empurrei seu braço para longe.
Fomos namorados por dezenas de semanas, namorados de nome, nem sei se isto era válido, mas
para mim, era a gloria.
Sentávamos a beira do barranco, a conversar sobre tudo, sempre aos olhos atentos de minhas irmãs e
de meu irmão.
Não sei que gosto tinha sua boca, nem se era de carne e osso. sabia que existia, só por estar ali.
Havia também entre nós o Manoel, um moço muito bonito que gostava da minha irmã mais velha, que
do mesmo modo tinha apenas um amor platônico, onde só o coração sentia, sem nenhum contato físico.
As vezes, subiam no poste, e de cima ficavam a nos olhar ao longe, depois jogavam balas para demonstrar carinho. Era tudo tão meigo e genuíno que transbordávamos de emoção.
Depois de algum tempo, eu senti que estava me distanciando, cansei da mesmice de todo domingo,
e terminei com o Nelson, ele ficou muito triste, e todos os amigos que estavam conosco, também se entristeceram, pois o nosso namoro era o elo dos encontros.

E a vida teve continuidade, como sempre tão generosa! sempre nos dando novos motivos para continuar.
Tive muitas experiências depois: o primeiro beijo roubado no escurinho do cinema, outras paixões
a distância, algumas leves e passageiras, outras arrebatadoras e sofrida!
Enfim, a vida foi passando, e com ela vinham novas experiências, algumas boas, outras más.
Hoje, resta muita saudade dos tempos passados, entre espigas maduras, sementeiras e renovos construímos a nossa identidade, quanta gente passou, quantos foram tão importantes, e que,
agora moram em algum lugar, talvez em algum momento lembrem-se de mim e do tempo
em que só pensávamos em viver.
(Hertinha)