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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 22 de junho de 2024

Viver em núpcias

O sublime canto dos anjos,  

entre serafins e querubins,  

chega ligeiro no vento do tempo,  

tecendo canções e emoções.  


Quem invade as madrugadas,  

depositando sonhos nos seres,  

a despertar, pela manhã, os seus favores?  

Quem semeia sentimentos de enredo,  

mais coragem que medo,  

a entrelaçar os seus amores?  


A terra os acolhe em sua boca,  

o crescimento lhes concede;  

na borda dos ventres germinam,  

percebem-se no mar - fim.  


O ar que não se vê,  

respira em mim e em você,  

nutrindo os alvéolos  

do bem querer.  


E assim a conta se fecha,  

na matemática tão precisa:  

na boca a digestão começa,  

e com os dentes é que se mastiga.  

Hertinha Fischer



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