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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

domingo, 23 de junho de 2024

O beco do dia

 Por hoje chega,

A noite vem vindo, com aquele olhão negro e assustador
Quero vivê-la como quem dorme mais cedo.
Aquilo que as madrugadas levaram, depois que acordei, quero
senti-las
O viver que se foi no dia seguinte, as obras que realizei na dormência,
as coisas que tomaram minhas ideias,
as pessoas que se foram mais
cedo para dormir. Quero encontrar de novo.
A noite me acalma no silêncio de minha alma,
ancora toda angustia as escuras.
Que dia escuro que se fara noite clara?
Donde vens e para onde vai, essa noite que
traz paz e loucura, realçando
mais cansaço, quando a quero viver.
Calada e silenciosa, sobe os morros,
desce na doideira escura das auras das matas,
mata a claridade e cega olhos.
Inventa uma forma de me enganar,
deixando uma abertura envidraçada no céu,
só para me endoidecer de vez, enquanto
chega para me aninhar em seus
devaneios estreitos, a sonhar
com o belo dia que escondeu.
Hertinha Fischer

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