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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Vão sós

 Que olhos distantes em terras sombrias, que sorte sacramentou nos atos e nós.

Nas fases de lua e camaradagem dispersa
de onde e de hoje sobrou-se o sós
Vi na alvorada, seus braços estendidos, na foice e na enxada
de vias e pós.
Quaisquer lembrança, façanha e risos
Apaga-se na entrada da força dos mós.
Usa-se palavras e gestos, encobre-se saudade
na dor do após.
Saudade doída; calada e temida,
de nós, de sós, não tem dó.
Hertinha Fischer.

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