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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Balaio

Como a inspiração chega? Assim, de repente, invadindo e preenchendo o coração da gente.


O sol, que entra pela janela, às vezes sinistro, revelando os pós suspensos no ar.


E aqueles pássaros que não sabem cantar, praticando cantos enfadonhos.


E a guerra que se instala aqui dentro, em conflito com o simples e desejado da vida.


E o velho tempo, já sem dentes e doente, aguardando soluções que nunca chegam.


E os morros, afundando em si mesmos, como se devorassem o próprio corpo.


E o vento, insensível e sem aviso, chega sem noção da sua força, devastando tudo ao seu redor.


E os homens, na ânsia de mostrar poder, destroem o próprio lar.


E o mar, que nunca foi consumidor, enfrentando o lixo alheio.


E ainda eu, refletindo sobre aquilo que está além do meu controle.

Hertinha







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