Havia um tempo,
um tempo sem poesia,
nem pensamentos, regados
de momentos bons.
A estrada do destino que me levava,
curvas e retas se misturavam em meu olhar.
Havia cumplicidade entre eu e a vida, ela
me encarava sem receios, eu interpretava
seus anseios.
Nos costumeiros hoje e amanhãs,
nada consumia minhas energias.
O mundo, ( que mundo?) o globo, (que globo?),
as pessoas (que pessoas?) eramos um todo,
e o todo era nós.
Nós - os que chegavam, os que partiam,
amizade - amor, tudo no mesmo compartimento.
A casa tinha portas e janelas que nunca se fechavam,
a tristeza entrava e saia por ela, adoravelmente
desapercebida.
O espaço conhecido era amor, o trabalho árduo,
algo a se fazer, preenchendo momentos, horas,
absurdamente sentidas, delineadas em formas
iguais.
Um passeio infinito, uma jornada tranquila sem norte
nem sul. Rumando ao sabor da vida. E a vida, o que era?
hoje, amanhã e depois de amanhã que sempre se
tornava dia!
Hertinha Fischer
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Eco do fim
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