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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 2 de novembro de 2019

Unção

E as asas do tempo,
plainando no vento,
procurando o caminho
do sossego no ar.
Ha de se ver de mansinho
entre o céu e o ninho,
a própria imagem
de quem os criou.
Na busca incessante,
da dor e da saudade,
nenhuma maldade a ferir-lhe
a razão.
Lá de cima vê-se abaixo, que de
baixo não teme, o amor é o leme,
o bordão é o coração.
E o tempo desenha,
com tintas e penas,
a doce magia, do pensar
e passar.
Não ha descanso, nem bravo
nem manso, nem tão pouco ha ranço
por trabalhar.
O tempo e a vida, chegada e despedida,
traçando o limite do crescer e morrer,
até se encontrarem, e se abraçarem
num final de provir,
Quando o mar tocar seu lugar, a trombeta soar
e o cântico fluir, os incontáveis grãos
de areia, na maré cheia, novamente se unir.
O tempo e o vento unidos serão, a vida limitada, agora
já vingada, de morte não mais saberá.
Herta Fischer.

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