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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 12 de abril de 2016

Amargas recordações

Hoje despertei-me
para mais um dia.
E você não estava ali.
E o dia se fez arrogante demais
para me fazer feliz.
Deitei-me em minhas dores como
um poeta sem palavras, como
um rei sem trono me despedi.
Sai a procura do nada, como
muitos fazem, sai para não achar.
O silêncio inundou meu ser
com um paradigma a me levar.
Não sei para onde fui nem o que fiz,
só sei que estava ali, sem poder, sem
nome, sem sonhos, somente por que
não tinha um rota de fuga, a vida não
me deu opções.
Me jogou no tempo,
me deu você, que  incendiou-me
com promessas, e quando eu acreditei
que podia, me deixou ali, sem chão.
E como viver no vácuo, alguém que
precisa de ar?
E como jogar alguém no vento, quando
precisa da terra?
O palpável, o amigável, a delicia de
sentir amor, se foi, como uma chuva
de verão, deixando essa amargura a
me levar, nem sei pra onde?
Herta Fischer



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