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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sexta-feira, 31 de julho de 2015
A vida
A vida é como a terra e o mar.
cheios de surpresas.
As vezes, ondas raivosas e fortes, noutras
quebradiças e lentas.
Minha alma, as vezes, descansa em mim,
noutras, me desobedece e se cansa.
Sou como a maré, que sobe e desce,
quando sobe, encobre as encostas se enchendo
de si, mas, ao descer, se vê desnuda e transparente.
Também se parece com a terra: As vezes, anda sedenta
a busca de frescor, noutras, encharcadas e sem vigor.
Como o vento que sopra a areia, fazendo-a rodopiar
em suas asas, e acomodar-se em algum ponto, assim,
também sou eu, ser dançante na terra, que de lá para cá,
se faz errante em seu caminho.
Quem dera, pudesse uivar como folhas de agosto, sobre
uma brisa suave que vem do mar, e que longe chega,
sem se cansar.
Ou então, ainda receber alento, como as gotas de chuva,
refletindo a luz do sol, chegasse ao olho do observador.
Sou um pouco de tudo: uma mescla do passado na terra,
e uma sombra do que ainda virá. Não chego nem perto
dos sonhos, embora seja um pouco dele.
Que é certeza, em mim?
Chego sem bagagem, nem pago passagem, e passo
como um risco no céu.
A única diferença entre eu e a terra, é que ela fica, e eu vou.....
(Hertinha)
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