Autora: Herta Fischer.. direitos reservados
Total de visualizações de página
Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
domingo, 25 de novembro de 2012
Sonhos limitados
Embora os anos tenham passado de forma corriqueira, tudo se vai de um jeito ou de outro, pois o tempo é impiedoso. Na memória guardo sons de muitos momentos, aromas de perfumes e o sabor de gestos carinhosos que, por circunstâncias especiais, nunca se apagaram e dificilmente se apagarão. A vida é como as águas de um rio que correm para o mar, juntando-se a outras e sem saber ao certo para onde irão ou onde chegarão. As ondas da vida se misturam à maré do tempo, que leva consigo a saudade de um tempo vivido e se prepara para novos ciclos, anunciando o recomeço de cada dia. A vitória está em nossas mãos: acordar e viver é o prêmio, comer e beber com a família é a porção da alegria; o resto são vaidades que talvez nunca vejam a luz. O caminho pode ser sempre o mesmo, mas o que se percebe nele é o que faz a diferença; ninguém sente o mesmo sabor, pois o gosto de cada um é impossível de medir ou decifrar. Podemos desejar chegar a um destino, mas não temos certeza se conseguiremos. A incógnita da vida não nos deixa à vontade para traçar nosso futuro; talvez ele já esteja escrito no livro da vida, cujo conteúdo desconhecemos e reconhecemos apenas ao avançar. Nem todas as escolhas são realmente nossas, nem todos os desejos se realizam, apenas aqueles que precisamos experimentar. Por isso nos lamentamos tanto, por não ter o controle em nossas mãos. Vivemos pouco diante de tantas frustrações e desejos absurdos que nunca florescem, tornando-se estéreis diante dos nossos olhos, sem jamais se tornarem o que sonhamos. Partimos desta vida sem conhecer o conhecimento; em um instante deixamos de existir e ninguém mais tem notícias de nós, e de tudo o que vivemos restam apenas fragmentos apagados de lembranças que, com o tempo, se transformam em nada na memória daqueles que viveram ao nosso lado.
Autora: Herta Fischer.. direitos reservados
Autora: Herta Fischer.. direitos reservados
Assinar:
Postar comentários (Atom)
-
Queria novamente as estradas que percorriam minha alma, corajosas com suas nuvens de pó a fechar meus olhos. Dando nome ao novo, sussurrando...
-
Ando em linha reta pelos caminhos tortos, morro um pouco, mas não por completo. Sei que a justiça tarda, mas, um dia, ela trará as sua...
-
Eis que ainda brilha a esperança no pó da estrada. Sem cavaleiro, o cavalo troteia; sem trovador, os versos encontram seu destino. Ainda se ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário