E aquele chão encantador que acariciava os pés, coberto de pó vermelho, brincava de rachar os calcanhares, adentrando e colorindo os sulcos. A relva, pela manhã, soletrava gotas como lágrimas do sol, poetizando o amanhecer. O verde das minhas íris refletia as folhas trepadeiras que dançavam ao vento. O coração, em um frenesi, parecia saltar pela boca. Quantas histórias estariam ali, esquecidas por quem passava? Minha imaginação as buscava em cada vala aberta. Ali, árvores lendárias contavam os anos em anéis, enquanto orquídeas choviam como ouro puro sobre os troncos. Reunidas no presente, carregavam consigo o passado. Eu, ainda presente, caminhei entre elas, sentindo o prazer de estar ali. Talvez eu também já tenha sido passado, retornando à minha essência, girando em torno do tempo.
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Eco do fim
Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...
sábado, 12 de julho de 2025
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Queria novamente as estradas que percorriam minha alma, corajosas com suas nuvens de pó a fechar meus olhos. Dando nome ao novo, sussurrando...
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Ando em linha reta pelos caminhos tortos, morro um pouco, mas não por completo. Sei que a justiça tarda, mas, um dia, ela trará as sua...
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Eis que ainda brilha a esperança no pó da estrada. Sem cavaleiro, o cavalo troteia; sem trovador, os versos encontram seu destino. Ainda se ...
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