E aquele chão encantador que acariciava os pés, coberto de pó vermelho, brincava de rachar os calcanhares, adentrando e colorindo os sulcos. A relva, pela manhã, soletrava gotas como lágrimas do sol, poetizando o amanhecer. O verde das minhas íris refletia as folhas trepadeiras que dançavam ao vento. O coração, em um frenesi, parecia saltar pela boca. Quantas histórias estariam ali, esquecidas por quem passava? Minha imaginação as buscava em cada vala aberta. Ali, árvores lendárias contavam os anos em anéis, enquanto orquídeas choviam como ouro puro sobre os troncos. Reunidas no presente, carregavam consigo o passado. Eu, ainda presente, caminhei entre elas, sentindo o prazer de estar ali. Talvez eu também já tenha sido passado, retornando à minha essência, girando em torno do tempo.
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A cruel passagem
Hoje o dia escondeu sua luz, trazendo um toque de nostalgia ao meu olhar. Não me incomoda a ausência do azul do céu nem a coroa do sol encob...
sábado, 12 de julho de 2025
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