Havia um tempo,
um tempo sem poesia,
nem pensamentos, regados
de momentos bons.
A estrada do destino que me levava,
curvas e retas se misturavam em meu olhar.
Havia cumplicidade entre eu e a vida, ela
me encarava sem receios, eu interpretava
seus anseios.
Nos costumeiros hoje e amanhãs,
nada consumia minhas energias.
O mundo, ( que mundo?) o globo, (que globo?),
as pessoas (que pessoas?) eramos um todo,
e o todo era nós.
Nós - os que chegavam, os que partiam,
amizade - amor, tudo no mesmo compartimento.
A casa tinha portas e janelas que nunca se fechavam,
a tristeza entrava e saia por ela, adoravelmente
desapercebida.
O espaço conhecido era amor, o trabalho árduo,
algo a se fazer, preenchendo momentos, horas,
absurdamente sentidas, delineadas em formas
iguais.
Um passeio infinito, uma jornada tranquila sem norte
nem sul. Rumando ao sabor da vida. E a vida, o que era?
hoje, amanhã e depois de amanhã que sempre se
tornava dia!
Hertinha Fischer
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quarta-feira, 4 de março de 2020
Futuro furtivo
Ouço ainda a voz do passado, ao longe,
e me vem a lembrança de um futuro
porvir.
Entrelaçados em linhas infinitas
um e outro se dissolve.
Cruzo um, e lá aparece outro,
outro em um, um em outro,
sempre a fustigar em duvidas.
Duvidas e dividas, canções
de todos.
Onde foi que erramos? E por que
fiz ou não fiz?
Já não dá para pagar ou apagar
o que devi e nunca paguei.
Voltar ao passado, passeio sem
passe.
Ir de encontro ao futuro,
será que me espera?
Esse lamento adentrando
a alma, esse desejo ínfimo de desejar,
e desvendar o promissor amanhã.
Um amanhã atrasado, adiantado no passado
a esconder um futuro abscôndito.
Hertinha Fischer
e me vem a lembrança de um futuro
porvir.
Entrelaçados em linhas infinitas
um e outro se dissolve.
Cruzo um, e lá aparece outro,
outro em um, um em outro,
sempre a fustigar em duvidas.
Duvidas e dividas, canções
de todos.
Onde foi que erramos? E por que
fiz ou não fiz?
Já não dá para pagar ou apagar
o que devi e nunca paguei.
Voltar ao passado, passeio sem
passe.
Ir de encontro ao futuro,
será que me espera?
Esse lamento adentrando
a alma, esse desejo ínfimo de desejar,
e desvendar o promissor amanhã.
Um amanhã atrasado, adiantado no passado
a esconder um futuro abscôndito.
Hertinha Fischer
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