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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

domingo, 17 de novembro de 2019

Tatuagem de amor

Ha de espreitar a saudade, dentro
deste peito invade, com vontade de
rever.
seus braços em mim rodeado, seu sorriso
em festa e fado, em meu peito cravado,
feito bala de festim.
No encontro de vozes e feitos, neste espaço refeito,
carinho e amor sem fim.
Ha brado e prantos, ha palavras no recanto do
peito , a fazer-me sem você,
que me deixou sem assunto, sem que precise te esquecer.
O momento tão precioso, do qual nunca me esqueço,
do amor que ainda padeço, do sentimento que aqui se assentou, e de mim nunca se ausentou.
Supriu esse meu desejo de amor, de ser amado, mesmo
que de ti tenha se ausentado, em mim continuou..
Hertinha Fischer

sábado, 2 de novembro de 2019

Unção

E as asas do tempo,
plainando no vento,
procurando o caminho
do sossego no ar.
Ha de se ver de mansinho
entre o céu e o ninho,
a própria imagem
de quem os criou.
Na busca incessante,
da dor e da saudade,
nenhuma maldade a ferir-lhe
a razão.
Lá de cima vê-se abaixo, que de
baixo não teme, o amor é o leme,
o bordão é o coração.
E o tempo desenha,
com tintas e penas,
a doce magia, do pensar
e passar.
Não ha descanso, nem bravo
nem manso, nem tão pouco ha ranço
por trabalhar.
O tempo e a vida, chegada e despedida,
traçando o limite do crescer e morrer,
até se encontrarem, e se abraçarem
num final de provir,
Quando o mar tocar seu lugar, a trombeta soar
e o cântico fluir, os incontáveis grãos
de areia, na maré cheia, novamente se unir.
O tempo e o vento unidos serão, a vida limitada, agora
já vingada, de morte não mais saberá.
Herta Fischer.