Quando olho para o céu, na esperança de ver as estrelas sorrindo, como se fosse você a me confortar.
Como no dia em que de fato te encontrei em meus sonhos, aquele que não realizei, aquele que me pareceu uma estrela cadente, que tão depressa passou sem que eu pudesse perceber.
Pudera eu te encontrar em algum lugar neste imenso céu, onde a luz se mistura a escuridão da minha alma, pois não há mais espaço para os sonhos, o tempo se finda no firmamento do corpo.
E o corpo já submerso na tristeza, sufocado pela lembrança que a alma se ajuntou, num derradeiro suspiro, enfrenta a calma do anoitecer que se chegou.
Quando era ainda dia claro, onde eu enxergava a alva da vida, tinha ainda tempo pra mudanças...Porém como toda manhã, na esperança se cobre o dia, de nunca a noite o alcançar, mas foge em tormentas de saber que a noite vem.
E o brilho da estrela que passou, que também já se apagou e de saudades se enfeitou,
com a escuridão da noite sem brilho, sem você neste vazio, solitário ainda insisto.
Não encontro mais forças para continuar, meu caminho transformou-se em trilhos, minhas duvidas nunca alcançaram respostas e eu sigo devagarinho sem a estrela que me guiou.
Estrela cadente, que chega de repente, traz de volta o que se foi!
Autora: Herta Fischer direitos resevados
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Eco do fim
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quinta-feira, 10 de maio de 2012
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