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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quarta-feira, 18 de outubro de 2023

Mentes e mentas

Gosto de escrever.


Acendo a lâmpada letreira


e caminho como vagalume.


A vida é um aprendizado,


Nascer é uma iniciação.


Crescer é desafio,


passar é superação.


A composição ao meu redor me acolhe,


O esplendor das árvores que parecem tocar o céu.


O olhar que desvenda o invisível,


O sentir que soa como ópera.


Há um pacto com o saber


que revela.


Um desdobramento sutil e tão distinto,


Vai além do ar que se respira,


passarinhos que inspiram ainda mais.


Guardiã de algo, sal e sálvia,


Sabor e fragrância,


peixe e cardume,


mais sonho do que costume..

Hertinha Fischer


 



quarta-feira, 4 de outubro de 2023

O fim do mundo


Não quero perceber, perceber dói.
Quero a frustração do não saber.
Quero sair para o encanto do novo dentro do velho.
Do sangue preto do asfalto reparado, as marcas das velhas trincas da terra.
Mesmo em seca severa, espero o melhor do gotejar.
Imundo seria trocar um mundo já pronto para um desmundo disfuncional.
Quando o que era já não tem lugar e a verdade, tão lucida, está trancafiada em algum manicômio, cuja esperança já não tem, cujo remédio a engana.
Não! não quero perceber!
O violão perdeu as cordas, a musica perdeu a memória , o homem perdeu seu lugar.
As mãos perderam a força, usam-se da artificialidade para esquecer.

E o que será do futuro sem memória?

Hertinha Fischer