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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

terça-feira, 29 de junho de 2021

laços de amizade

 O rincão, da criancice, que traz saudade de outrora, 

quando, o piso, de terra batida, tinha  gosto de amora.

O meu cavalo no pasto, a relinchar de paixão,

por gosto de trabalhar, andava a riscar o chão.

O fogareiro no canto, a cantar sobre as brasas

esquentando a chaleira e a água,

a fumaça a bater suas asas.

A maçã a desejar minha boca,

suspensa ali se encontrava

de tão doce e suculenta, quase, 

em minhas mãos, se jogava.

As gotas, de orvalho, que nos saudava,

de prata,  pintava  a relva suave,

o vento, a deslizar, suavemente,

com a alegria, fazendo conchaves.

A semente, a deslizar, dentro da terra

a terra á cobrir-lhe a nudez,

Depois de amadurecer-lhe,

começava tudo outra vez.

Eu, com meus olhinhos curiosos,

a contemplar  tudo com amor,

a vida e sua vitória,

sem lamento ou temor.

Hertinha fischer