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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Evidenciação

Mês de dezembro infrutífero
e repleto de fé.
Madurou-se a sombra de janeiro,
e a mariposa teimosa de novembro
já subia para a nuvem de luz
Soou bem cedo a madrugada
quando ainda era tarde, e sobejava a
impunidade do dia seguinte.
Olhou de soslaio para o lado
e lado não havia, somente
o desejo de sair ainda atormentava.
-A que veio? perguntou a moça
que até ontem não me conhecia:
Vendo que nada dizia, só o olhar impugnado
de vertigem a olhar sem sentir, desistiu de
questionar.
-Não é preciso dizer que não vim de onde quis, broto
apenas em questão de hora e vago no limite
da consciência. Prefiro o silêncio de quem não diz nada.
do que falar do que ainda aprendo.
Sou o irrisório do nada que se desprende de
um casulo que não morreu, mas, morto, seria
bem mais afetuoso.
O sol quando não se levanta, não significa que não existe, até a chuva que não cai, se esconde em algum lugar.
Pergunta-me: -Á que venho?
Sei tão pouco sobre o que quero, que até tenho medo de me lembrar.
Se eu soubesse o caminho de volta, tenho como certo que não estaria aqui. Se me pergunta: - o que desejo?
Se não for o que todos querem, então nunca serei gente como tu.
Herta Fischer

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