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Eco do fim

Enquanto novos caminhos se abrem, os meus já estão cansados. Quase sem fôlego, minha alma repousa. Houve um tempo de amar, de me cuidar para...

sábado, 23 de maio de 2020

Terno Inverno

Nuvens descem a terra para um a turnê,
um branco meio negro se vê ao derredor,
 o céu e a terra repleta de neblina densa que sorri, meio
desapontada, para um lugar que pouco se vê.
Abraçando-á com seus braços de vento.
Os seres se escondem entre cobertas e roupas
de lã, desmaiando-se em sono.
O fogo a crepitar em brasas, a mansa labareda
esquentando o coração.
Poucos ruídos, vindo de longe, quebra o silencio
das horas, não se sabe se é dia ou noite,
ambas se deram as mãos.
Uma vontade de doce, a rodear, procura pelo
quente das coisas.
Sentimentos se afloram mais que todas as
vezes, o frio traz paz.
Aconchegado entre quatro paredes, em amor
se transforma, no carinho de corpos unidos,
numa junção de querer e poder, traz orações.
Chama-nos para a intimidade mais que qualquer momento,
como uma arruela e prego,  se unem, para o
prazer de ficar.
O vento faz melodia para as árvores dançarem,
a chuva fraca acompanha o vento, deitando
seus pingos entre janelas.
Parece que Deus está descansando,
chamou seus anjos para o substituir,
e os anjos aproveitam para brincar
de trololó.
Usando a corrente de ar frio e a falta de sol,
para brincar de voar...
Hertinha Fischer

















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