domingo, 9 de abril de 2017

Mortos que se deixam levar

Nem sempre confiamos no caminho
que seguimos, Vivemos quase que a mergulhar
em sonhos, esquecendo da nossa realidade,
Escolhemos por nós mesmos,e ainda assim,
tem momentos em que duvidamos  de que fizemos
 a melhor escolha.
Porque somos tão relapsos em relação á nós mesmos,
quando colocamos nossos sentimentos acima
de qualquer razão?
Será que somos incapazes de cuidar de nós mesmos?
Andamos quase sempre a mergulhar no vazio de nossa
existência, assim como os mortos que se deixam
levar para o túmulo, de braços dados com a escuridão
daquele momento.
A saber, a escuridão de que vos falo e a escuridão do
saber, do se deixar levar pela ignorância das pessoas
que inventam fábulas para desviar-nos do caminho
que trilhamos.
Lógico que podemos mudar de direção quando surgem
algum perigo eminente,  e que coloca nosso bem estar em perigo.
Lógico que podemos e devemos estar vigilantes, Não como quem fica
a olhar pela fechadura da porta para ver se algo acontece lá fora.
Devemos vigiar a nós mesmos, escolhendo, não o que mais nos dá prazer
momentâneo, mas, o que mais nos traz satisfações por dentro.
Assim como escolhemos o alimento que mais se adequá ao nosso paladar,
sem nos dar conta do que precisamos.
 assim também devemos estar consciente de que nem sempre o que
nos agrada é o melhor.
Dizer que pode escolher os encontros, é fantasia, pois não vem escrito na testa
a formula do espírito de cada um.
Tudo é necessário: a terra, o mar, o frio, a solidão, o calor, a tempestade,
e os homens ruins.
Se a selvageria é algo sem entendimento, então, tem selvagens
que, por mais que o tempo passe, ainda continuarão em seu estado natural.
Se não somos capazes de identificar nem o que é melhor para nós, que dirá
escolher o que é melhor para os outros, embora, nos julgamos sempre
melhores.
Queremos domar cavalos bravos, mas, não conseguimos domar
 a natureza pecaminosa que
mora em cada um  de nós.
Se cada um se servir de si mesmo para  aplacar seus próprios desejos,
com toda certeza,  acabará conhecendo um pouco mais dos outros.
Herta Fischer (Hertinha)