quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Vaidade das vaidades

Vaidade das vaidades, diz o Eclesiastes, vaidade das vaidades! Tudo é vaidade.
Que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol?
Uma geração passa, outra vem; mas a terra sempre subsiste.
O sol se levanta, o sol se põe; apressa-se a voltar a seu lugar; em seguida, se levanta de novo.
O vento vai em direção ao sul, vai em direção ao norte, volteia e gira nos mesmos circuitos.
Todos os rios se dirigem para o mar, e o mar não transborda. Em direção ao mar, para onde correm os rios, eles continuam a correr.
Todas as coisas se afadigam, mais do que se pode dizer. A vista não se farta de ver, o ouvido nunca se sacia de ouvir.
O que foi é o que será: o que acontece é o que há de acontecer. Não há nada de novo debaixo do sol.

O que foi é o que será: o que acontece é o que há de acontecer. Não há nada de novo debaixo do sol.
Se é encontrada alguma coisa da qual se diz: Veja: isto é novo, ela já existia nos tempos passados.
Não há memória do que é antigo, e nossos descendentes não deixarão memória junto daqueles que virão depois deles.
Eu, o Eclesiastes, fui rei de Israel em Jerusalém.
Apliquei meu espírito a um estudo atencioso e à sábia observação de tudo que se passa debaixo dos céus: Deus impôs aos homens esta ocupação ingrata.
Vi tudo o que se faz debaixo do sol, e eis: tudo vaidade, e vento que passa.
O que está curvado não se pode endireitar, e o que falta não se pode calcular.
Eu disse comigo mesmo: Eis que amontoei e acumulei mais sabedoria que todos os que me precederam em Jerusalém. Porque meu espírito estudou muito a sabedoria e a ciência,
e apliquei o meu espírito ao discernimento da sabedoria, da loucura e da tolice. Mas cheguei à conclusão de que isso é também vento que passa.
Porque no acúmulo de sabedoria, acumula-se tristeza, e que aumenta a ciência, aumenta a dor.
Eclesiastes 1:16-18