quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Fugindo do predador

Ah, eu já me perdi bastante, me critiquei, me descabelei pedindo amor.
Agora quero voltar a minhas origens, não quero mais brincar de tirar pó dos meus acúmulos.
Cansei de ser prisioneira na gaiola de tantos sonhos, de tantos recalques, de tantas misérias.
Este mundo não me representa, então, não devo com ele afiliar-me.
Meu tempo representa muitas duvidas, e da dúvida eu quero fugir.
Brigar com homens, é o mesmo que tentar me safar de uma presa, que, com dentes afiados, procura cortar a minha veia artéria, para que sangre até morrer. Não! não poso deixar que isto aconteça. Antes, eu preciso ter cuidado. E o melhor cuidado, e destes me afastar.
Já dizia o Meu Cristo: - "Pobre do homem que confia no homem!"
E é assim mesmo que me sinto, cada vez mais pobre e mais inútil.
Não posso sair do mundo, mas, posso me livrar dele, posso estar aqui, não estando, posso me fingir de morta, assim, o predador irá se afastar, pensando que já morri.
Herta Fischer