quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Mentiras e verdades

Só ha verdade no silêncio.
A mudez é a única que não influencia,
Mas, para que também não seja influenciada,
teria necessidade de  também não ouvir.
Difícil falar de coisas imutáveis, difícil
a espiritualidade quando que, ainda, ser
participante do mundo carnal.
Por isso a reforma é tão esperada, tornar-se
um ser espiritual, sem estar sujeitos a corrupção
da carne, só mesmo se estiver fora dela.
Enquanto ainda viver neste sistema falho,
sobre leis humanas, tendo de se adequar a elas,
são os desejos que nos levam a "nossa verdade",
podendo ser objetos de contradições.
O prazer faz as verdades, mesmo que saibamos
onde estão as falhas. mesmo no decorrer da vida,
quando nos deparamos com a necessidade de mudança,
onde se pede para deixar o eu de lado,
para abdicar das paixões, ainda assim, pendemos para
o que nos trazem satisfações carnais, e estar coroadas
na mentira.
A satisfação da carne é uma necessidade que muitas
vezes estão além da própria necessidade em si, pois
queremos ser vistos, de qualquer maneira e por
qualquer motivo, por isto lutamos tanto contra as ilusões
que a carne constrói em nós.
Comida, bebida, relacionamentos e outros componentes
da vida em sociedade, ainda nos coloca presentes
na ignorância, pois se colocarmos, de fato,o capacete
da renúncia e da compreensão deferente a trocar tudo isso
pela paz, nós seríamos uma raça extinta.
Há guerras, há divergências, pela própria necessidade
de crescimento, e o adubo que os fazem fortes são
justamente, o que ainda se procura. O que ainda
não se conquistou.. a verdade tão distante de nós.
Ninguém se imagina construindo para outros, nem
tampouco dividindo o que se conquistou.
Estamos tão agarrados a nós mesmos, que o outro
passou a ser indiferente, a fome do outro, e as
dificuldades
que o outro enfrenta não nos dizem respeito,
pois sempre ha de vir aquela consciência:
Se eu posso e tive condições, o outro também tem de ter.
O estômago cheio não sabe o que é fome. o conforto não
conhece penúria,, E não nos atentamos as diferenças espirituais,
somente a diferenças sociais.
O patrão é patrão, e o empregado é empregado.
Para nós não existe aquele que não pode, e sim, aquele
que não quer, embora saibamos bem qual seja as nossas
limitações, abdicamos de entender as limitações do outro.
Ao  nos olharmos nós vemos  somente a superioridade,
não vemos nada que nos rebaixe, embora saibamos que
não somos capazes de tudo, em alguma coisa também somos deficientes,
mas mesmo assim, ainda somos capazes de julgar..
Herta Fischer.