terça-feira, 29 de setembro de 2015

A ciência da verdade

No entanto, sou só eu e
o amor que desejei.
cavalo branco chegou
sem rei.
Em poça seca encontrei
o sapo, em noite
fria eu o amei.
Asas não tinha,
mas eu voei, em juncos
frescos, ali pousei.
Cansaço e fome,
ali provei, cabana amarga
eu me deitei.
Sou só um pingo,
na caverna que
desenhei, é o castigo
do vento, que me detém
Amar, amei, e desdenhei,
do sabor amargo que
a vida tem.
Sobraram apenas,
eu e o sapo
que  ganhei, no
banhado da vida
que nos sustem..
Herta Fischer